O Ministério da Saúde iniciou a distribuição de 35 milhões de doses da vacina contra a gripe para os estados das regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste. A primeira remessa, contendo 5,4 milhões de doses, será enviada nesta sexta-feira (21). A previsão é que até o final de abril todas as unidades federativas dessas regiões tenham recebido os imunizantes. Em abril, uma nova remessa de 30 milhões de doses será distribuída.
A campanha de reforço da vacinação contra a influenza terá início em 7 de abril e abrangerá todo o público-alvo. O objetivo do Ministério da Saúde é ir além das campanhas sazonais, tornando a vacinação parte permanente do Calendário Nacional de Vacinação. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou a entrega das doses em Brasília e destacou a importância da imunização. “Queremos que o Brasil tenha o maior e mais diverso sistema vacinal do mundo. Nossa meta é imunizar 90% do público prioritário, garantindo a disponibilidade de vacinas ao longo do ano”, afirmou.
A vacina será ofertada aos grupos prioritários já contemplados no Calendário Nacional de Vacinação, que incluem crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. Além deles, outros segmentos da população fazem parte do público-alvo da estratégia:
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Trabalhadores da Saúde;
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Puérperas;
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Professores dos ensinos básico e superior;
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Povos indígenas;
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Pessoas em situação de rua;
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Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
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Profissionais das Forças Armadas;
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Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais;
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Pessoas com deficiência permanente;
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Caminhoneiros;
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Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
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Trabalhadores portuários;
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Funcionários do sistema de privação de liberdade;
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População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).
O Ministério da Saúde recomenda que estados e municípios iniciem a vacinação assim que receberem as doses, mesmo antes do início oficial da campanha, em 7 de abril.
Para garantir a imunização da população em 2025, foram adquiridas 73,6 milhões de doses da vacina contra a gripe. No primeiro semestre, 67,6 milhões de doses serão destinadas às regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Já no segundo semestre, 5,9 milhões de doses serão distribuídas para a Região Norte, seguindo o calendário epidemiológico da região. O investimento total do governo federal na campanha de vacinação é de R$ 1,3 bilhão, com uma estimativa de cobertura vacinal para 81,6 milhões de pessoas.
A vacinação será realizada em dois períodos distintos:
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No primeiro semestre (março e abril), nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul;
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No segundo semestre (setembro), na Região Norte, alinhando-se ao período de maior circulação do vírus na região, conhecido como “Inverno Amazônico”.
Enquanto o pico de casos de gripe ocorre no outono e inverno (abril a junho) nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, na Região Norte, devido ao clima tropical e ao regime de chuvas, a maior circulação do vírus acontece entre setembro e novembro. O ajuste no calendário garante que a vacinação ocorra no momento mais estratégico, aumentando a proteção da população.
Estudos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA apontam que a vacinação contra a influenza reduz em 35% o risco de hospitalização associada ao vírus entre grupos de alto risco na América do Sul. Para pessoas com comorbidades, a redução é de 58,7%, enquanto para crianças pequenas e idosos a queda foi de 39% e 31,2%, respectivamente.
A vacina contra a influenza de 2025 conterá as cepas H1N1, H3N2 e B, podendo ser administrada junto a outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante não é recomendado para crianças menores de 6 meses e pessoas com histórico de anafilaxia grave após doses anteriores.
A gripe e a covid-19 ainda representam ameaças à saúde pública, especialmente para indivíduos não vacinados. Em 2024, a cobertura vacinal do público prioritário foi de 48,89% na Região Norte e 55,19% nas demais regiões. O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação e incentiva a participação da população. A vacinação é um ato de proteção coletiva e individual, e as vacinas são seguras, eficazes e gratuitas.
Com informações do Ministério da Saúde